Ganhei um passarinho na gaiola, para me fazer companhia quando ele sair. Mas é que ele sai muito e me impede de me divertir. Eu só queria viver como sempre, com liberdade para ir e vir. Mas, já que estou ao seu lado, tenho uma posição a cumprir. Eu não o quero magoar, mas estou presa; não sonhei que seria assim. Pensei que teríamos dias bonitos e alegres. Hoje percebo que me tornei o passarinho na gaiola.
Você se afastou, dizendo se sentir enganado. A nossa história foi cheia de acontecimentos, mas não te dá o direito de ir e me deixar empacado. Vivendo ao lado de outro alguém, me colocando em privado de te esquecer também. Seu beijo me vem à mente, mas, quando trocamos olhares, já não sei mais quem é quem. Não te enganei, mas você escolheu se afastar — afastar sem saber se existia, talvez, um porém.
• Conto Solto , uma outra parte do meu blog. 06 de janeiro de 2026 É em uma noite chuvosa que me levanto e, como se fosse no automático, busco refúgio das trovoadas na sala, me aconchegando no sofá junto a meu amor. Após uma briga que resultou em decidirmos por um término em nossa relação. Pelo menos por um tempo, mas eu não acredito nisso de tempo. Ele não estranha ao sentir meu corpo e meu toque cada vez mais próximo. Na verdade, é como se ele já estivesse me esperando. Sua pele quente, eu fria, o que o faz ter arrepios, como sempre… Eu não me sinto confortável com o barulho de trovões, pra não falar que é medo, pois não gosto desse adjetivo que me faz parecer uma medrosa de algo tão “bobo”. Não é bobo. São sentimentos e, com certeza, há motivos para mim sentir assim. Já está amanhecendo, consigo enxergar o que antes era escuridão. Não há mais chuvas, muito menos barulhos. Eric continua agarrado a mim e eu a ele. Ele não está dormindo. O sil...
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