Ganhei um passarinho na gaiola, para me fazer companhia quando ele sair. Mas é que ele sai muito e me impede de me divertir. Eu só queria viver como sempre, com liberdade para ir e vir. Mas, já que estou ao seu lado, tenho uma posição a cumprir. Eu não o quero magoar, mas estou presa; não sonhei que seria assim. Pensei que teríamos dias bonitos e alegres. Hoje percebo que me tornei o passarinho na gaiola.
Você se afastou, dizendo se sentir enganado. A nossa história foi cheia de acontecimentos, mas não te dá o direito de ir e me deixar empacado. Vivendo ao lado de outro alguém, me colocando em privado de te esquecer também. Seu beijo me vem à mente, mas, quando trocamos olhares, já não sei mais quem é quem. Não te enganei, mas você escolheu se afastar — afastar sem saber se existia, talvez, um porém.
Isso não é um poema, mas gostaria de compartilhar. Não busco ser reconhecida pelos meus poemas. Afinal, são meus refúgios de dor. Alguns, eu evito reler. São meus cacos. A vida é dolorosa para quem tampa os olhos diante dos momentos bons. Mas, para alguns, realmente é melhor fechar os olhos do que viver em aflição. Estou bem, feliz, e querendo o novo. Mas sem esquecer dos meus velhos tempos. Nem tudo faz sentido no que escrevo. Pode até não ter nada a ver... mas foi a melhor forma que encontrei para me descrever.
Comentários
Postar um comentário