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Ainda há trovoadas

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 • Conto Solto , uma outra parte do meu blog.     06 de janeiro de 2026  É em uma noite chuvosa que me levanto e, como se fosse no automático, busco refúgio das trovoadas na sala, me aconchegando no sofá junto a meu amor. Após uma briga que resultou em decidirmos por um término em nossa relação. Pelo menos por um tempo, mas eu não acredito nisso de tempo.  Ele não estranha ao sentir meu corpo e meu toque cada vez mais próximo. Na verdade, é como se ele já estivesse me esperando. Sua pele quente, eu fria, o que o faz ter arrepios, como sempre…  Eu não me sinto confortável com o barulho de trovões, pra não falar que é medo, pois não gosto desse adjetivo que me faz parecer uma medrosa de algo tão “bobo”. Não é bobo. São sentimentos e, com certeza, há motivos para mim sentir assim.  Já está amanhecendo, consigo enxergar o que antes era escuridão. Não há mais chuvas, muito menos barulhos. Eric continua agarrado a mim e eu a ele. Ele não está dormindo. O sil...

Noite estrelada

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É na calada da noite, No escuro do quarto, Que eu penso em ser, Ser alguém, desejando me convencer que eu possa ser uma estrela também. Que motivação disparada, a vontade de fazer tudo hoje passa, e quando eu acordo não há mais nada. É como se tudo que penso ser possível, exista um imprevisto. Será que em algum momento, no nascer do sol, vou acordar com coragem no peito, sem medo do que não foi feito, sem dúvidas do que eu sinto? Talvez eu já seja essa estrela distante, que brilha mesmo sem perceber, e no silêncio mais constante esteja aprendendo, enfim, a ser.

Folhetim

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  Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim. Procuro uma escapatória de um destino infeliz, no qual não tenho escolhas, apenas a esperança de que uma mudança possa existir. Vivendo em silêncio e perdendo o direito de ir e vir, presa ao seu comando e me reinventando através de ti. Mas não posso aceitar esse meu fim. Se eu luto, eu decaio, mas me levanto com garra para prosseguir. É só o começo do direito que cada mulher irá conseguir. Não abaixe a cabeça. Imponha limites. “Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim…” — Folhetim, interpretada por Gal Costa, 1978.

A Passarinha na Gaiola 🐦

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Ganhei um passarinho na gaiola, para me fazer companhia quando ele sair. Mas é que ele sai muito e me impede de me divertir. Eu só queria viver como sempre, com liberdade para ir e vir. Mas, já que estou ao seu lado, tenho uma posição a cumprir. Eu não o quero magoar, mas estou presa; não sonhei que seria assim. Pensei que teríamos dias bonitos e alegres. Hoje percebo que me tornei o passarinho na gaiola.

Não Precisa de Título

Isso não é um poema, mas gostaria de compartilhar. Não busco ser reconhecida pelos meus poemas. Afinal, são meus refúgios de dor. Alguns, eu evito reler. São meus cacos. A vida é dolorosa para quem tampa os olhos diante dos momentos bons. Mas, para alguns, realmente é melhor fechar os olhos do que viver em aflição. Estou bem, feliz, e querendo o novo. Mas sem esquecer dos meus velhos tempos. Nem tudo faz sentido no que escrevo. Pode até não ter nada a ver... mas foi a melhor forma que encontrei para me descrever.

Lírios

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Suave como a nuvem, suas pétalas eu aprecio, cheiro leve, com a beleza que admiro. Suas cores encantam; de perto, percebo a perfeição que é olhar lírios. E o vento que passa, leva um pouco do suspiro. Entre tantas flores, nenhuma tem teu brilho. No silêncio do jardim, me perco no delírio, de ver o tempo parar, ao olhar teu viço

Desencanto

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Eu jamais vou querer voltar a viver um amor. Eu estou normal? Bem? Pois há algumas semanas eu era uma louca apaixonada. Vivia sorrindo pelos cantos e tudo era motivo de felicidade. Por que eu já não enxergo a vida assim? O amor me dominou tanto, ao ponto de eu ficar fascinada apenas em o querer. Viver para ter… Isso me constrange; alguns falam: "falta de amor-próprio", mas eu o tenho! - afirmo, já sem certeza. Não quero mais viver o amor. Esse período é louco e nem um pouco passageiro em minha vida. Prefiro a solidão, talvez a solitude, mas que, sem dúvidas, não me deixará em caos.